Glosa raramente aparece como um grande prejuízo de uma vez. Ela vem em valores pequenos, espalhados por várias operadoras, e por isso passa despercebida. Mas, somada ao longo de um ano, costuma ser um número que surpreende.
A conta em três passos
- Faturamento mensal de convênios: quanto a clínica envia, em média, por mês.
- Percentual glosado: quanto disso volta como glosa. Se você não sabe, esse já é o primeiro sinal de alerta. Para ter o número, some as glosas dos demonstrativos dos últimos três meses e divida pelo total enviado.
- Percentual recuperado: quanto das glosas é efetivamente recorrido e revertido.
Perda anual = faturamento mensal × % glosado × (1 − % recuperado) × 12
Um exemplo
Uma clínica que fatura R$ 60 mil por mês em convênios, com 5% de glosa e que quase não recorre:
- Glosa por mês: R$ 60.000 × 5% = R$ 3.000
- Em um ano: R$ 3.000 × 12 = R$ 36.000
Os números do exemplo são ilustrativos. Faça a conta com os percentuais reais da sua clínica: mesmo uma glosa de 2% ou 3%, sem recurso, vira um valor relevante em doze meses.
O que entra na conta além da glosa
- Lotes enviados fora do prazo, recusados inteiros.
- Atendimentos que nunca viraram guia, por esquecimento ou falta de documento.
- Pagamentos atrasados que ninguém cobrou.
- Diferenças de tabela pagas abaixo do contratado.
Como reduzir a perda
- Conferir cada guia antes do envio (evita a maior parte da glosa administrativa).
- Recorrer de toda glosa indevida, dentro do prazo.
- Controlar a data prevista de pagamento de cada lote.
- Ter um relatório mensal por operadora: enviado, glosado e recuperado.
É exatamente isso que a Telos faz, por uma mensalidade fixa. Se quiser saber o número real da sua clínica, o diagnóstico é gratuito. Leia também como recorrer de uma glosa.